Quando Usar Analgésicos e Quando Evitar

Thiago Rodrigues

Thiago Rodrigues   |  08 de junho 2025

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Quando Usar Analgésicos e Quando Evitar

O Que São Analgésicos?

Analgésicos são medicamentos destinados a aliviar ou eliminar a dor. Alguns deles também atuam como antitérmicos, reduzindo a febre, e anti-inflamatórios, combatendo processos inflamatórios do organismo.

Eles não tratam a causa da dor, mas sim o sintoma. Por isso, seu uso deve ser acompanhado de investigação clínica adequada, especialmente quando a dor é persistente, intensa ou recorrente.

Principais Grupos de Analgésicos e Seus Usos

Os analgésicos são classificados conforme seu mecanismo de ação e potência. Conhecer as diferenças entre eles é fundamental para fazer escolhas seguras.

1. Paracetamol (Acetaminofeno)

  • Indicações: dores leves a moderadas, febre.
  • Exemplos: Tylenol®, Paracetamol genérico.
  • Ação: atua no sistema nervoso central, inibindo a ação de substâncias que causam dor e febre.
  • Duração do efeito: cerca de 4 a 6 horas.

Vantagens:

  • Seguro para uso em crianças e gestantes (sob orientação médica).
  • Baixo risco de efeitos gástricos.

Cuidados:

  • Doses elevadas causam hepatotoxicidade (danos ao fígado).
  • Contraindicado em casos de doença hepática, uso crônico de álcool e hepatites.

2. AINEs – Anti-inflamatórios Não Esteroidais

Incluem substâncias como ibuprofeno, naproxeno, diclofenaco, entre outros.

  • Indicações: dores com componente inflamatório (cólicas menstruais, artrite, dores musculares), febre.
  • Exemplos: Advil®, Alivium®, Voltaren®.
  • Ação: inibem a enzima COX, que participa da síntese de prostaglandinas (substâncias inflamatórias).
  • Duração do efeito: varia conforme o medicamento (6 a 12 horas).

Vantagens:

  • Excelente para dores inflamatórias.
  • Rápido início de ação.

Cuidados:

  • Podem causar problemas gástricos (gastrite, úlceras).
  • Risco de insuficiência renal em uso prolongado ou em pessoas vulneráveis.
  • Contraindicados no 3º trimestre da gravidez.

3. Dipirona (Metamizol)

  • Indicações: dor e febre de intensidade leve a moderada.
  • Exemplos: Novalgina®, Maxalgina®, Dipimed®.
  • Ação: potente antitérmico e analgésico, com ação espasmolítica (boa para cólicas).
  • Duração: cerca de 6 horas.

Vantagens:

  • Muito eficaz contra febre alta e cólicas intensas.
  • Ação rápida.

Cuidados:

  • Contraindicada em casos de alergia à substância ou agranulocitose prévia (redução grave dos glóbulos brancos).
  • Proibida em alguns países por esse risco, embora seja amplamente usada no Brasil.

4. Opioides

  • Indicações: dores moderadas a intensas (pós-operatório, câncer, traumas).
  • Exemplos: codeína, morfina, tramadol, fentanil.
  • Ação: atuam em receptores opioides no sistema nervoso, modulando a percepção da dor.

Vantagens:

  • Potência superior, essencial para casos mais graves.

Cuidados:

  • Alto risco de dependência e tolerância.
  • Efeitos colaterais comuns: náuseas, constipação, sedação.
  • Só devem ser usados sob prescrição e acompanhamento médico.

Quando Usar Analgésicos

O uso de analgésicos é apropriado em diversas situações, desde que respeitadas as dosagens e indicações. Abaixo, listamos os casos mais comuns:

✔️ Cefaleia Tensional (Dor de Cabeça Comum)

  • Geralmente causada por estresse, fadiga ou tensão muscular.
  • Pode ser aliviada com paracetamol, dipirona ou ibuprofeno.

✔️ Febre Moderada

  • Febre até 38,5°C, sem sinais de alarme.
  • Paracetamol e dipirona são boas opções.

✔️ Cólica Menstrual

  • AINEs como ibuprofeno ou ácido mefenâmico ajudam a reduzir a dor causada pela liberação de prostaglandinas.

✔️ Dor Muscular ou Pós-exercício

  • Dor de origem inflamatória leve pode ser tratada com AINEs.
  • Descanso e hidratação também são importantes.

✔️ Dor Pós-trauma Leve (Contusão, Torção)

  • Analgésicos podem ser usados em conjunto com gelo e repouso.

✔️ Dor Pós-cirúrgica Leve a Moderada

  • Normalmente sob orientação médica.
  • Pode envolver associação entre analgésico simples e opioide leve.

Quando Evitar Analgésicos (Ou Ter Cautela)

Mesmo medicamentos comuns como paracetamol ou ibuprofeno exigem atenção especial em certos contextos. O uso inadequado pode causar danos irreversíveis.

⚠️ Doença Hepática ou Insuficiência Renal

  • Paracetamol sobrecarrega o fígado.
  • Ibuprofeno compromete a função renal.

⚠️ Pessoas com Úlceras ou Gastrite

  • AINEs irritam o estômago e aumentam risco de sangramento.

⚠️ Gravidez (Principalmente 3º Trimestre)

  • Ibuprofeno e derivados podem prejudicar o feto.
  • Paracetamol é mais seguro, mas requer indicação médica.

⚠️ Uso de Anticoagulantes ou Álcool

  • AINEs aumentam o risco de hemorragia gastrointestinal.
  • Paracetamol, em conjunto com álcool, pode causar falência hepática.

⚠️ Infecções Virais com Risco de Sangramento (Dengue, Zika)

  • Evite AINEs, que aumentam risco de sangramentos graves.
  • Use apenas paracetamol ou dipirona, sob orientação médica.

Sinais de Alerta: Quando Procurar um Médico

Embora os analgésicos possam ser usados em casa para alívio pontual, certas situações exigem avaliação médica imediata:

  • Febre persistente acima de 39°C.
  • Dor intensa que não melhora com analgésico.
  • Dor acompanhada de vômitos, confusão, sangramento ou falta de ar.
  • Crianças com febre por mais de 48 horas.
  • Suspeita de dengue ou infecções virais com sangramentos.
  • Uso contínuo de analgésicos por mais de 5 dias sem melhora.

Riscos do Uso Prolongado e Automedicação

A automedicação é uma prática comum no Brasil, e o uso excessivo de analgésicos está relacionado a diversas complicações:

Lesões Hepáticas

  • O paracetamol é a principal causa de hepatite medicamentosa em prontos-socorros.

Problemas Gástricos

  • AINEs são associados a gastrites, úlceras e hemorragias.

Insuficiência Renal

  • O uso crônico de anti-inflamatórios compromete os rins.

Dependência (no caso dos opioides)

  • O uso frequente leva à tolerância, dependência física e até overdose.

Alternativas Não Medicamentosas para Alívio da Dor

Antes de recorrer aos comprimidos, considere:

  • Compressas mornas ou frias.
  • Massagem ou fisioterapia.
  • Meditação, acupuntura ou exercícios de respiração para dores tensionais.
  • Hidratação e descanso, especialmente em casos de virose.

Conclusão

Os analgésicos são aliados valiosos quando usados corretamente. No entanto, é essencial lembrar que toda dor tem uma causa, e mascará-la por longos períodos pode retardar o diagnóstico de doenças sérias.

A automedicação deve ser evitada, principalmente em populações vulneráveis, como gestantes, idosos e pessoas com doenças crônicas. Em caso de dúvida, sempre busque orientação médica.

O uso responsável de analgésicos não apenas promove alívio, mas também previne complicações evitáveis.

Fontes

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