Diferença entre Fitoterápicos e Suplementos Alimentares: Entenda de Vez!

Thiago Rodrigues

Thiago Rodrigues   |  02 de julho 2025

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Diferença entre Fitoterápicos e Suplementos Alimentares: Entenda de Vez!

O mercado de saúde e bem-estar tem se expandido rapidamente nos últimos anos, e com ele, cresce também a procura por alternativas naturais para melhorar a qualidade de vida. Entre os produtos mais populares estão os fitoterápicos e os suplementos alimentares. Ambos são amplamente divulgados como opções naturais e de fácil acesso, mas suas características, funções e regulamentações são bastante distintas. Neste artigo, vamos aprofundar essas diferenças e explicar por que é tão importante saber escolher entre um e outro com responsabilidade.

O que são Fitoterápicos?

Os fitoterápicos são medicamentos produzidos a partir de substâncias ativas extraídas de plantas medicinais. Essas substâncias passam por um processo rigoroso de padronização, controle de qualidade e testes de eficácia e segurança. Não se trata de um chá ou de uma infusão caseira: fitoterápicos são medicamentos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), com comprovação científica.

Esses produtos podem ser prescritos para tratar condições específicas como:

  • Ansiedade e insônia (ex: valeriana, passiflora)
  • Problemas digestivos (ex: boldo, alcachofra)
  • Inflamações (ex: unha-de-gato, harpagófito)
  • Distúrbios hormonais leves (ex: amora, isoflavonas)

Vale lembrar que os fitoterápicos podem atuar diretamente no organismo, provocando reações adversas, interações medicamentosas e contraindicações. Por isso, seu uso deve ser orientado por profissionais da saúde, como médicos ou farmacêuticos.

O que são Suplementos Alimentares?

Por outro lado, os suplementos alimentares são produtos elaborados para complementar a dieta de indivíduos saudáveis ou com necessidades nutricionais específicas. Eles não têm função curativa ou terapêutica, mas sim nutricional. Podem conter uma ou mais das seguintes substâncias:

  • Vitaminas (ex: vitamina C, vitamina D)
  • Minerais (ex: zinco, ferro, magnésio)
  • Aminoácidos (ex: BCAA, glutamina)
  • Enzimas e probióticos (ex: lactobacilos)
  • Compostos bioativos (ex: ômega-3, colágeno, cafeína)

Esses produtos são regulamentados pela ANVISA como alimentos funcionais, não como medicamentos. Portanto, não exigem receita médica e podem ser encontrados livremente em farmácias, supermercados e lojas de produtos naturais.

Apesar disso, é fundamental buscar a orientação de um nutricionista ou médico antes de iniciar o uso de qualquer suplemento, pois o consumo exagerado ou inadequado pode gerar efeitos indesejados ou mascarar deficiências reais.

Comparativo: Fitoterápicos vs. Suplementos Alimentares

🟢 Fitoterápicos

  • Classificação legal: São considerados medicamentos.
  • Regulamentação: Controlados pela ANVISA como medicamentos.
  • Necessidade de receita médica: Sim, na maioria dos casos.
  • Finalidade: Tratamento de doenças e condições clínicas específicas.
  • Composição: Produzidos a partir de plantas medicinais com princípios ativos naturais.
  • Evidência científica: Obrigatória para registro e comercialização.
  • Efeitos adversos: Podem ocorrer, inclusive com risco de interações medicamentosas.
  • Prescrição: Deve ser feita por profissional habilitado (médico ou farmacêutico).

🟡 Suplementos Alimentares

  • Classificação legal: Enquadrados como alimentos.
  • Regulamentação: Também supervisionados pela ANVISA, mas como produtos alimentícios.
  • Necessidade de receita médica: Não exigem receita.
  • Finalidade: Complementar a alimentação e suprir deficiências nutricionais.
  • Composição: Contêm nutrientes isolados, como vitaminas, minerais, aminoácidos, probióticos e compostos bioativos.
  • Evidência científica: Parcialmente exigida (comprovação limitada dependendo do composto).
  • Efeitos adversos: Podem surgir em caso de uso inadequado ou excessivo.
  • Prescrição: Não é obrigatória, mas recomendável com orientação de nutricionista ou médico.

Entendendo o Gráfico de Consumo no Brasil

De acordo com dados da ABIFISA (Associação Brasileira das Indústrias de Fitoterápicos e Suplementos Alimentares), o Brasil é um dos maiores mercados consumidores desses produtos na América Latina. Em 2024, por exemplo:

  • O consumo de suplementos alimentares cresceu cerca de 12%, impulsionado por preocupações com imunidade e desempenho físico.
  • Já o uso de fitoterápicos aumentou 7%, com destaque para tratamentos naturais contra ansiedade e distúrbios do sono.

Esse crescimento mostra o interesse cada vez maior da população por alternativas mais naturais e menos invasivas. No entanto, o consumo consciente e informado é essencial para evitar riscos à saúde.

Cuidados ao Utilizar Fitoterápicos

Embora derivados de plantas, os fitoterápicos não são isentos de riscos. Muitos princípios ativos vegetais têm ação potente no organismo e podem interagir com medicamentos sintéticos ou provocar reações adversas. Por exemplo:

  • A erva-de-são-joão pode reduzir a eficácia de anticoncepcionais e antidepressivos.
  • A valeriana, usada para insônia, pode potencializar o efeito de sedativos.
  • O boldo em excesso pode causar irritações gástricas e prejudicar o fígado.

Recomendações importantes:

Sempre consulte um médico antes de iniciar o uso.

Nunca combine fitoterápicos com medicamentos sem orientação profissional.

Siga a dosagem indicada na bula e respeite o tempo de uso.

Cuidados ao Utilizar Suplementos Alimentares

Mesmo não sendo medicamentos, os suplementos alimentares exigem atenção. Muitos consumidores acreditam que por serem “naturais” ou “vendidos livremente”, não oferecem risco, mas isso é um mito.

Exemplos de possíveis problemas:

  • O excesso de vitamina A pode causar toxicidade hepática.
  • O uso indiscriminado de zinco pode comprometer a absorção de cobre.
  • Proteínas e aminoácidos em doses elevadas podem sobrecarregar os rins.

Dicas de segurança:

Realize exames laboratoriais antes de iniciar a suplementação.

Compre apenas produtos autorizados pela ANVISA e com procedência garantida.

Avalie com um profissional a real necessidade do uso — muitas vezes, uma boa alimentação resolve a carência.

Fitoterápico ou Suplemento: qual escolher?

A escolha entre fitoterápico e suplemento deve ser feita com base no objetivo desejado e na orientação de um profissional da saúde.

Use fitoterápicos quando:
✔ Houver um diagnóstico médico claro.
✔ A planta for reconhecida por sua ação terapêutica.
✔ Houver acompanhamento profissional.

Use suplementos quando:
✔ Houver deficiência de algum nutriente identificada por exames.
✔ A alimentação estiver insuficiente para suprir as demandas.
✔ Você estiver em condições especiais (gravidez, atividade física intensa, vegetarianismo, etc.)

Conclusão

A crescente busca por saúde e bem-estar levou ao aumento do consumo de fitoterápicos e suplementos alimentares. Embora ambos sejam produtos naturais, eles apresentam diferenças fundamentais em termos de finalidade, regulamentação, segurança e forma de uso.

Fitoterápicos são medicamentos derivados de plantas e exigem prescrição e controle rigoroso. Já os suplementos alimentares são produtos nutricionais voltados para complementar a dieta e devem ser utilizados com bom senso e sob orientação profissional.

A informação é a melhor aliada na hora de cuidar da sua saúde. Por isso, nunca substitua tratamentos médicos por produtos naturais sem antes consultar especialistas.

Fontes e Referências

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