Medicamentos Veterinários: Cuidados ao Usar em Pets

Thiago Rodrigues

Thiago Rodrigues   |  28 de junho 2025

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Medicamentos Veterinários: Cuidados ao Usar em Pets

Cuidar da saúde dos animais de estimação vai muito além de oferecer uma alimentação balanceada, água fresca e carinho. Quando os pets adoecem ou necessitam de tratamentos específicos, o uso de medicamentos veterinários torna-se uma etapa crucial. No entanto, essa prática exige atenção redobrada, pois erros podem comprometer seriamente a saúde e o bem-estar dos animais.

Neste artigo, abordaremos os principais cuidados com o uso de medicamentos veterinários, os riscos da automedicação, as classes mais comuns de fármacos usados em pets, além de orientações para armazenamento e descarte seguro.

Quem Pode Prescrever Medicamentos Veterinários?

Assim como na medicina humana, o uso de medicamentos em animais é regido por uma legislação rigorosa que visa proteger a saúde dos pets. Apenas médicos veterinários devidamente registrados no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) de sua região estão legalmente autorizados a diagnosticar doenças e prescrever medicamentos veterinários.

Essa exigência é determinada pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), que regula a atuação profissional no Brasil. A prescrição errada pode levar a agravamentos do quadro clínico, intoxicações, efeitos colaterais graves e até a morte do animal.

Além disso, o médico veterinário avalia o histórico clínico, espécie, idade, peso, raça, doenças pré-existentes, possíveis interações medicamentosas e o metabolismo do pet antes de indicar qualquer substância. Animais como cães, gatos, aves, coelhos e répteis têm organismos diferentes, o que torna cada caso único e intransferível.

Riscos da Automedicação em Pets

Um dos erros mais comuns cometidos por tutores bem-intencionados é a automedicação de seus pets com base em sintomas visíveis ou comparações com doenças humanas. O problema se agrava quando são usados medicamentos destinados a humanos, o que pode resultar em:

1. Intoxicação Medicamentosa

Muitos medicamentos comuns em humanos, como paracetamol, ibuprofeno e diclofenaco, são altamente tóxicos para cães e gatos. O fígado e os rins desses animais metabolizam essas substâncias de forma diferente, o que pode levar à falência orgânica e óbito em poucas horas.

2. Reações Alérgicas Graves

Mesmo que um medicamento já tenha sido utilizado anteriormente, seu uso repetido sem supervisão pode causar reações adversas graves, como anafilaxia, vômitos, diarreia, convulsões e edema.

3. Resistência Antimicrobiana

O uso incorreto de antibióticos – como doses inadequadas, duração errada do tratamento ou uso sem necessidade – contribui para a formação de bactérias resistentes, um problema crescente na medicina veterinária e humana.

4. Agravamento do Quadro Clínico

Ao mascarar sintomas com medicamentos errados, o tutor pode retardar o diagnóstico correto. Isso agrava a doença e dificulta a recuperação do animal.

Cuidados no Armazenamento de Medicamentos para Pets

Além da prescrição correta, o armazenamento adequado dos medicamentos garante sua eficácia e segurança. Veja abaixo as principais recomendações:

✅ Mantenha os medicamentos em local seco, fresco e longe da luz solar direta.

Alguns medicamentos, como vacinas e antibióticos injetáveis, exigem refrigeração constante. Leia sempre a bula e siga as orientações da embalagem.

✅ Guarde os remédios fora do alcance de crianças e de outros animais.

Frascos mastigados por pets podem causar intoxicações acidentais.

✅ Evite ambientes úmidos, como o banheiro.

A umidade compromete a integridade dos comprimidos, cápsulas e pós.

✅ Nunca armazene remédios sem identificação.

Retirar medicamentos das embalagens originais dificulta a identificação e aumenta o risco de erro na administração.

✅ Atenção à validade.

Medicamentos vencidos podem ser ineficazes ou perigosos. Faça uma checagem periódica do estoque doméstico e descarte de forma apropriada.

Como Descartar Medicamentos Veterinários

O descarte inadequado de medicamentos representa risco à saúde pública e ao meio ambiente. Jamais jogue remédios no lixo comum, vaso sanitário ou pia.

🗑 Onde descartar:

  • Farmácias e drogarias com pontos de coleta de medicamentos vencidos.
  • Campanhas públicas de coleta promovidas por prefeituras ou órgãos ambientais.
  • Clínicas veterinárias que fazem parte de programas de logística reversa.

Esses locais têm a destinação correta e segura para resíduos farmacêuticos.

Dicas para Administração Segura dos Medicamentos

Administrar medicamentos a um pet pode ser um desafio. Veja dicas práticas para facilitar o processo:

Siga rigorosamente a prescrição veterinária.
Jamais altere a dose, frequência ou duração do tratamento por conta própria.

Utilize seringas dosadoras ou aplicadores adequados.
Evite usar utensílios de cozinha, como colheres comuns, para medir doses.

Camufle comprimidos em alimentos pastosos, como patês específicos para pets (se o veterinário autorizar).

Nunca interrompa o tratamento antes do prazo, mesmo que o animal pareça melhor.

Observe reações adversas, como vômito, coceira, diarreia ou apatia, e comunique ao veterinário imediatamente.

Documente a administração, anotando horários e reações, especialmente em tratamentos prolongados.

Medicamentos Manipulados: Uma Opção Segura?

O uso de medicamentos manipulados tem crescido na medicina veterinária, especialmente para:

  • Facilitar a administração (aroma de carne, peixe, frango);
  • Ajustar a dose conforme o peso do animal;
  • Formas farmacêuticas especiais, como biscoitos ou xaropes palatáveis.

Contudo, a manipulação só deve ser feita por farmácias veterinárias autorizadas pela Anvisa e CRMV, com receita veterinária.

Considerações Finais

A saúde dos pets depende, em grande parte, da responsabilidade dos tutores em seguir corretamente as orientações médicas. O uso de medicamentos veterinários, embora comum, não é uma prática simples e jamais deve ser feita sem acompanhamento profissional.

Automedicar um animal pode ter consequências graves, e a intenção de ajudar pode acabar prejudicando. Portanto, ao menor sinal de doença, procure um médico veterinário, siga suas recomendações e trate os medicamentos com o mesmo zelo que se teria com uma criança.

Fontes e Referências

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